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Quais os principais sinais da Doença de Alzheimer?

Quais os principais sinais da Doença de Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que comete as pessoas com mais idade. Por conta da patologia, as suas funções cerebrais como memória, linguagem, comportamento ficam comprometidas. Isto ocorre de forma lenta e progressiva levando o indivíduo a uma dependência para executar as suas atividades diárias.

Este é um processo diferente de envelhecimento cerebral, por conta das alterações patológicas do tecido cerebral, como a deposição de proteínas anormais e morte cerebral.

Os principais sintomas da doença de Alzheimer é, principalmente, a perda de memória e o comportamento alterado. A perda de memória neste caso é bem específica. Deve-se ficar alerta naquelas que são repetitivas e que começam a comprometer o dia a dia do indivíduo, interferindo no funcionamento das suas atividades pessoais.

Quando o Alzheimer está em um estágio inicial, a pessoa se mostra confusa e esquecida, sobretudo à memória recente, de palavras e nomes, ou seja, ela esquece de efetuar pagamentos e de tomar os medicamentos. Apesar de em alguns casos a informação acabar sendo repetitiva, o paciente pode esquecer da atividade a ser realizada, ou não lembrar do que acabou de fazer.

O declínio da linguagem também é muito comum. Inicialmente ela se apresenta com uma dificuldade em encontrar palavras e nomes. Com o avanço da doença, diminui a sua capacidade de compreensão e expressão. A percepção temporal e a orientação geográfica do indivíduo também é afetada, ou seja, ele não sabe mais se localizar no tempo e espaço.

Com a evolução do Alzheimer, os sintomas cognitivos e comportamentais, o paciente perde a capacidade de ter uma vida independente. E com isso, apresentam distúrbios de comportamento, como agitação, agressividade, irritabilidade, frustração e ansiedade. Também pode ter episódios de alucinações visuais e auditivas. Em quadros avançados, o indivíduos perde a noção de asseio pessoal e doméstico, como vestir-se e pentear-se, e pode evoluir para uma incontinência urinária e fetal.

Muito provavelmente, em um futuro próximo, haverá métodos mais concretos de prevenção. Ao menor sinal de déficit de memória ou confusão, um neurologista deve ser procurado para esclarecer o sintoma.

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hidrocefalia de pressão normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma doença ou patologia que acomete homens e mulheres na terceira idade. Caracterizada pelo acumulo do volume de líquor – líquido cefalorraquiano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas.

A hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas, ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens, pacientes de traumatismo crânio encefálicos e aparecer após outras patologias neurológicas. Uma estimativa recente revela que o Brasil irá registrar cerca de 10 mil novos casos por ano, devido ao contínuo crescimento da população idosa no país. Alterações cognitivas, ou neuropsicológicas se apresentam na maioria dos casos destes pacientes.

As mais típicas são a lentidão no processamento cognitivo, e nas respostas motoras, com prejuízo da memória de longo prazo, e das funções executivas (flexibilidade mental, planejamento de ações). Existe a possibilidade de reversão, mesmo que parcial, do quadro clínico com a diminuição da pressão no sistema do líquor, para isso deve ser realizada uma punção lombar com retirada de 30 a 40 ml do líquido cefalorraquiano.

Nos pacientes que respondem positivamente a esse procedimento, com declínio dos sintomas (alteração de marcha, comportamento e incontinência urinária), após a punção, há a indicação da Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP), ou seja, um procedimento cirúrgico que estabelece uma comunicação entre os ventrículos cerebrais e o peritônio (membrana que recobre a parede abdominal) por meio de um cateter. Isso irá implicar no desvio do líquido cefalorraquidiano para a cavidade abdominal, e assim, baixar a pressão no sistema do líquor.

TAP Test

Busca auxiliar no diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal, onde uma equipe multidisciplinar que atua no Teste Terapêutico de Punção Lombar (TAP Test), realiza análises psicomotoras nos pacientes. A avaliação neuropsicológica quantifica objetivamente o desempenho do paciente em tarefas cognitivas através do estabelecimento de medidas individuais, e da comparação com as médias de desempenho da população nas diversas faixas etárias, podendo assim indicar o padrão de normalidade, ou o prejuízo do desempenho, nas esferas cognitivas avaliadas.

Etapas do TAP Test (Teste Ambulatorial realizado em 01 dia).

  • 1° parte: Avaliação Neuropsicológica e Avaliação de Marcha no Laboratório de Marcha.
  • 2° parte: Coleta de Líquor Cefalorraquidiano.
  • 3° parte: Reavaliação Neuropsicológica e de Marcha.

Para a realização do TAP Test o CRM Líquor conta com uma completa estrutura altamente modernizada, trazendo extrema qualidade, desde a Punção Liquórica para análise, até a liberação dos resultados obtidos, com uma equipe totalmente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência em líquor. Realizamos todos os exames em nossa própria unidade (in house) garantindo segurança na liberação, e agilidade em seus processos, disponibilizando nos laudos todos os dados precisos para o fechamento do diagnóstico.

*Obs: Pode-se associar à Punção Lombar, a dosagem de biomarcadores para Alzheimer para um diagnóstico mais completo do paciente.

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doença de alzheimer

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é a mais freqüente doença neurodegenerativa na espécie humana. Trata-se de uma doença que acarreta alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento, habilidades visuais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), que limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária, sejam profissionais, sociais, de lazer ou mesmo domésticas e de auto-cuidado. O quadro clínico descrito caracteriza o que em Medicina é denominado “demência”.

 A doença de Alzheimer manifesta-se através de uma demência progressiva, isto é, que aumenta em sua gravidade com o tempo. Os sintomas iniciam lentamente e se intensificam ao longo dos meses e anos subseqüentes. Muitos sintomas não ocorrem no início, mas surgem ao longo da evolução da doença.

Sintomas da doença de Alzheimer

Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes. É importante salientar que esta perda de memória deve representar um declínio em relação ao funcionamento anterior e que também deve ser de intensidade suficiente para interferir com o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. Ou seja, uma perda de memória leve e ocasional não deve ser valorizada da mesma forma.

  • Perda progressiva da memória, principalmente para eventos recentes;
  • Dificuldade de linguagem, tanto para compreender quanto para expressar-se (ex., dificuldade para encontrar palavras);
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade de planejamento;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Dificuldade de raciocínio, juízo e crítica;
  • Em fases mais avançadas, dificuldade para lembrar-se de familiares e de amigos e para reconhecê-los;
  • Depressão;
  • Apatia;
  • Ansiedade;
  • Agitação, inquietação, às vezes, agressividade; muitas vezes com piora no final do dia;
  • Problemas de sono: troca o dia pela noite;
  • Delírios (pensamentos anormais, idéias de ciúme, perseguição, roubo, etc.);
  • Alucinações (alterações do pensamento e dos sentidos, como ver coisas que não existem);
  • Problemas motores, nas fases avançadas: dificuldade de locomoção, etc.;
  • Perda do controle das necessidades fisiológicas, nas fases avançadas
  • Dificuldade para deglutição, nas fases avançadas.

Prevenção contra a doença de Alzheimer

Há medidas gerais que ajudam a preservar a saúde mental e que diminuem o risco de a pessoa ter doença de Alzheimer.

  • Atividade mental regular e diversificada;
  • Atividade física regular;
  • Boa alimentação;
  • Bom sono;
  • Lazer;
  • Evitar maus hábitos: não fumar, beber com moderação;
  • Cuidados com a saúde física geral: tomar os medicamentos corretamente, ir ao médico regularmente.

Quando devo procurar o médico, ou levar meu familiar?

Os 10 sinais de alerta para doença de Alzheimer são:

  • Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade para comunicar-se;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Colocar coisas no lugar errado, muito freqüentemente;
  • Alterações freqüentes do humor e do comportamento;
  • Mudanças na personalidade;
  • Perda da iniciativa para fazer as coisas.

Diagnóstico da doença de Alzheimer

Não há, até o momento, nenhum método que isoladamente permita o diagnóstico de doença de Alzheimer com absoluta precisão. Avanços substanciais têm ocorrido nesta área, com alguns exames mais específicos e promissores em fase de pesquisa. No entanto, o diagnóstico ainda é feito pela identificação de quadro clínico característico e pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares (laboratoriais e de imagem).

Quando é seguido roteiro diagnóstico apropriado, baseado em recomendações e consensos internacionais e também nacionais, a identificação da doença fica em torno de 85% nas fases iniciais, aumentando de forma expressiva com o acompanhamento do paciente. Alguns casos, no entanto, podem apresentar manifestações clínicas atípicas ou, em fases muito iniciais, oferecer maiores dificuldades para sua correta identificação, necessitando de avaliação mais especializada.

É muito importante o diagnóstico ser feito o mais cedo possível, porque, nas fases iniciais da doença, o médico tem melhores condições de intervir em benefício da pessoa com doença de Alzheimer.

Ref : ABN  Doença de Alzheimer para leigos

CRM Liquor no diagnóstico de Doença de Alheimer

O CRM Liquor é um laboratório especializado em liquido cefalorraquiano ( Liquor ) . Possui equipe médica altamente especializada e infraestrutura completa para todas as análises laboratoriais no Liquor. No caso específico da Doença de Alzheimer , somos um dos poucos laboratórios a realizar em sua própria estrutura técnica  as dosagens de Biomarcadores da Doença de Alzheimer ( beta amiloide 1-42 e proteína TAU ) que podem auxiliar na investigação da Doença de Alzheimer.

www.crmliquor.com.br

Telefones : ( 11 )2373-3352 ou 2373-3392

Celular : (11 ) 96327-6867

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Hidrocefalia de Pressão Normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma doença ou patologia que acomete homens e mulheres na terceira idade. Caracterizada pelo acumulo do volume de líquor – líquido cefalorraquiano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas.

A hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas, ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens, pacientes de traumatismo crânio encefálicos e aparecer após outras patologias neurológicas. Uma estimativa recente revela que o Brasil irá registrar cerca de 10 mil novos casos por ano, devido ao contínuo crescimento da população idosa no país. Alterações cognitivas, ou neuropsicológicas se apresentam na maioria dos casos destes pacientes.

As mais típicas são a lentidão no processamento cognitivo, e nas respostas motoras, com prejuízo da memória de longo prazo, e das funções executivas (flexibilidade mental, planejamento de ações). Existe a possibilidade de reversão, mesmo que parcial, do quadro clínico com a diminuição da pressão no sistema do líquor, para isso deve ser realizada uma punção lombar com retirada de 30 a 40 ml do líquido cefalorraquiano.

Nos pacientes que respondem positivamente a esse procedimento, com declínio dos sintomas (alteração de marcha, comportamento e incontinência urinária), após a punção, há a indicação da Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP), ou seja, um procedimento cirúrgico que estabelece uma comunicação entre os ventrículos cerebrais e o peritônio (membrana que recobre a parede abdominal) por meio de um cateter. Isso irá implicar no desvio do líquido cefalorraquidiano para a cavidade abdominal, e assim, baixar a pressão no sistema do líquor.

TAP Test

Busca auxiliar no diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal, onde uma equipe multidisciplinar que atua no Teste Terapêutico de Punção Lombar (TAP Test), realiza análises psicomotoras nos pacientes. A avaliação neuropsicológica quantifica objetivamente o desempenho do paciente em tarefas cognitivas através do estabelecimento de medidas individuais, e da comparação com as médias de desempenho da população nas diversas faixas etárias, podendo assim indicar o padrão de normalidade, ou o prejuízo do desempenho, nas esferas cognitivas avaliadas.

Etapas do TAP Test (Teste Ambulatorial realizado em 01 dia).

  • 1° parte: Avaliação Neuropsicológica e Avaliação de Marcha no Laboratório de Marcha.
  • 2° parte: Coleta de Líquor Cefalorraquidiano.
  • 3° parte: Reavaliação Neuropsicológica e de Marcha.

Para a realização do TAP Test o CRM Líquor conta com uma completa estrutura altamente modernizada, trazendo extrema qualidade, desde a Punção Liquórica para análise, até a liberação dos resultados obtidos, com uma equipe totalmente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência em líquor. Realizamos todos os exames em nossa própria unidade (in house) garantindo segurança na liberação, e agilidade em seus processos, disponibilizando nos laudos todos os dados precisos para o fechamento do diagnóstico.

*Obs: Pode-se associar à Punção Lombar, a dosagem de biomarcadores para Alzheimer para um diagnóstico mais completo do paciente.

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SUS já tem remédio adesivo de graça contra Alzheimer

SUS já tem remédio adesivo de graça contra Alzheimer:

Incorporação da rivastigmina adesivo transdérmico saiu no diário oficial. Adesivo dá menos efeitos colaterais do que cápsula ou solução oral.

Ótima notícia para pacientes brasileiros com Alzheimer, que estavam pagando pelo adesivo de rivastigmina.

A partir de agora, pacientes poderão obter pelo SUS um medicamento contra Alzheimer em forma de adesivo para a pele. A incorporação da rivastigmina adesivo transdérmico ao SUS foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (22/09).

O remédio que libera o princípio ativo na pele ao longo do dia, diminui efeitos colaterais como náuseas, vômitos e perda de apetite porque leva o medicamento direto à corrente sanguínea, sem passar pelo sistema digestivo.

Ele é um remédio usado no tratamento das doenças de Alzheimer e Parkinson e de acordo com sua bula, aumenta a quantidade a acetilcolina no cérebro, uma substância importante para o funcionamento da memória, aprendizagem e orientação do indivíduo.

Lançado no Brasil em 2008, o adesivo de rivastigmina libera gradativamente o princípio ativo ao longo do dia. Por levar o medicamento direto à corrente sanguínea, sem passar pelo sistema digestivo, o adesivo diminui efeitos colaterais como náuseas, vômitos e perda de apetite. O adesivo deve ser aplicado sobre a pele uma vez ao dia.

História

A rivastigmina já estava disponível no sistema público mas apenas nas formas cápsula e solução oral.

O SUS também oferece outros medicamentos para tratamento de Alzheimer : a donepezila e a galantamina.

A doença, que atinge em média 7% dos idosos, se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais.

Mas, se diagnosticada no início, é possível retardar seu avanço, ou ainda controlar os sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família.

Fonte: G1
Créditos: sonoticiaboa
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Alzheimer, proteina tau

Esperança no tratamento de Alzheimer pode estar ligada a Proteína

Portadores da doença de Alzheimer que leva à perda de neurônios têm menos concentração de beta-amiloides e geralmente o dobro da proteína tau.

A esperança de tratamento para pacientes com Alzheimer pode estar ligada à proteína TAU. Portadores da doença, que leva à perda de neurônios, têm menos concentração de beta-amiloide e, geralmente, o dobro de proteína TAU. Novas formas de coibir o Alzheimer foram debatidas no segundo dia do Congresso Mundial do Cérebro, Comportamento e Emoções, que acontece em Buenos Aires. Segundo o psiquiatra Janus Kremer, professor da Universidade de Córdoba e especialista no tema, os testes com medicamentos para controlar a proteína TAU estão na fase três, de um total de quatro.

– Ainda não há tratamento atual para a proteína TAU. Há um teste com um derivado de azul de metileno. Mas acreditamos que esta proteína possa deter a degeneração do microtúbulo, o que daria lugar ao aumento do depósito intracelular da TAU.

Durante a apresentação, o psiquiatra Fernando Taragano, doutor em saúde mental, apresentou estudos sobre a atrofia cerebral, que está relacionada ao Alzheimer. A doença provoca alterações cognitivas e perda do controle emocional e compromete a autonomia, mas não a consciência do portador. Em um vídeo, uma paciente idosa com estágio avançado da doença não consegue memorizar três palavras em cinco minutos e fica desapontada. Depois do tratamento com antidepressivos e remédios combinados, ela consegue completar o teste e mostra bom humor. A pílula do Alzheimer, anunciada no início do ano pela revista Time como uma provável droga eficiente contra a doença, e a importância do monitoramento do cérebro também tiveram destaque na discussão. De acordo com as pesquisas, 25% das doenças mentais poderiam ser prevenidas através do controle do cérebro.

Font: cbn.globoradio.globo.com

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Alzheimer

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Estudo da Universidade de Montreal mostra que esse sintoma aparece na fase inicial da enfermidade

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, nas siglas em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.

Uma possível explicação apresentada pelo estudo para as dificuldades dos doentes é que existem regiões especificamente associadas com a percepção facial que podem ser afetadas durante o curso da doença. Várias análises do volume da matéria cinzenta do cérebro detectaram que as pessoas que sofrem de Alzheimer costumam ter atrofia do giro fusiforme direito, encarregado de identificar pessoas conhecidas.

Uma doença irreversível

“Temos a concepção de que a visão se dá unicamente com os olhos, com o que se vê, mas isto não é verdade. O cérebro interpreta a informação que os olhos veem”, diz Teresa Moreno, diretora de Edições da Sociedade Espanhola de Neurologia. Ela explica que o Alzheimer é uma degeneração neuronal progressiva, que vai afetando diferentes funções de modo gradual.

Os sintomas da enfermidade podem variar dependendo das zonas do cérebro que estejam prejudicadas. “Algumas pessoas podem reconhecer o rosto de seus familiares, mas não suas vozes, ou podem não reconhecer a voz, mas sua forma de falar”, conta Moreno. Isso se deve a que as conexões neuronais que relacionam regiões do cérebro com outras se encontram afetadas. “A visão é muito complexa. Os olhos podem funcionar corretamente, mas se as conexões neuronais não funcionam bem, a percepção do mundo exterior se distorce”, diz a neurologista.

Apesar de ainda não existir tratamento ou medicamento para acabar com o Alzheimer, Teresa Moreno defende os exercícios de reabilitação cognitiva, que têm como finalidade tornar mais lentos os efeitos da doença. Além disso, recomenda estimular várias partes do cérebro com atividades simples, como falar muito com os doentes, tratá-los de modo carinhoso ou, até mesmo, escutar música com eles.

Font: brasil.elpais.com

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